Sigmund Freud, A Civilização e os Seus Descontentamentos
Viver no domínio da fugaz busca do prazer nunca sacia...
Evitar a dor permanentemente torna a vida vazia...
A resposta estará no equilíbrio das forças?
Para mim, a felicidade é uma experiência resultante de experiências e nunca de equilíbrios.
Quando me deparo com algo que me transcende, que é claramente mais e melhor que eu, experimento o Belo e o Bom... e encontro momentos de felicidade.
...como é que sei que sou feliz?
Não será nunca porque me protegi da dor ou porque a procurei em prazeres efémeros, mas porque tomei consciência de que esta (a felicidade) não é um estado permanente e imutável, mas sim a soma de momentos transcendentes em que me supero.
...bem vistas as coisas, a felicidade não está no domínio do vivido, ou do viver... ela é um gerúndio! vou sendo feliz... sem medo da dor ou sem ilusões de plenitude(s).
As coisas ditas desta forma parecem pouco positivas e optimistas, mas não o são! A felicidade plena e eterna é impossível... viver em busca de um ideal teórico e puramente abstracto, corresponderia a uma insatisfação constante.
A realidade é feita de somas e subtracções... sou feliz quando junto mais do que tiro.
O meu balanço? Vou sendo muito feliz.
Vivemos "em busca". Se tenho a mão, porque não querer o braço? Se vou tendo felicidade extrema, porque não ter felicidade ainda mais extrema? Não tem que haver limites. Não há limites para o conceito.
ResponderExcluirNem este assunto é estanque. Se posso ir somando momentos de superação na transcendência, porque não hei-de multiplicá-los? E subtrair tudo aquilo que é fugaz, desnecessário, desprovido de nexo, mesquinho, Vazio...
Operações numéricas que ultrapassam toda a lógica aritmética.
Princípio do prazer; princípio da realidade; princípio da superação dos mesmos. Tenho e sou prazer. Vivo e sou na realidade. Tenho e sou nos dias, tudo aquilo que tenho e sou agora e para sempre: Felicidade.
De facto, as operações numéricas são infindáveis. Porque não subtrair nadas, adicionar muitos e multiplicar transcendências?
ResponderExcluirA meu ver, o importante é almejar somar, entender que se pode multiplicar, mas não entrar em devaneios idealistas e inventar equações demasiado complicadas que, no final, se torna irrealistas.
Se bem que, nos últimos tempos, encontrei uma expressão numérica aparentemente contraditória: se dividir, multiplico... se partilhar momentos, eles são potenciados.