O volver dos ponteiros é sempre igual… pesa nos dias. Um binómio que se colou, hipnotizou e conquistou sonhos que ficaram por sonhar.
Um passo lento, decrépito… a caminho de um fim longínquo e amorfo que se avizinha com cada volver. E os ponteiros não param nunca de andar! Nem quando a vida se esvai, talvez inquieta por não querer… talvez inerte por não saber.
Caminhos indiferentes e olhares sem um fim. O aparente vaivém que se acomoda nas horas e que tolda a razão… desvia os ponteiros dos sonhos imberbes que nunca serão… caminhos que nunca se cruzam (mesmo quando estão lado a lado).
O relógio dos dias parou!
Tu chegaste...
(...)
O pulsar dos ponteiros deixou de ser igual. A métrica que determina os dias perdeu-se na inquietude de um novo compasso.
Tu chegaste...
Alvoraçados, os espaços que não se sabiam vazios encheram-se de tudos; de mundos... o barulho ensurdecedor do nada agitou-se e implodiu num tumulto de emoções.
Abriste a caixa que estava esquecida...
Nasceram possibilidades, tempos, caminhos... exorcisaram-se frustrações disfarçadas no passar dos dias... e o que nunca mais seria deixou de existir!
Porque tu chegaste.
(...)
Poderia falar aqui de temporalidades, mas acredito que o que transmites aqui é uma nova fase, uma libertação após muito tempo de clausura em ti mesma. Viveste muito tempo com a esperança de mudar alguma coisa, de conseguires libertar-te.Esperas-te e tudo não passou de uma mera esperança e decidiste arriscar e mudar o definido, o sem sentido e sem lógica. Entregas-te o teu eu a alguém que para ti fazia sentido e te fez ver as coisas de uma outra maneira. Que te fez ver que és mulher, que desejas ser amada, compreendida e entendida.
ResponderExcluirPor isso és guerreira por natureza ;)