sexta-feira, 23 de março de 2012

conforto


Cão paciente versus cão resiliente! Um "combate" em várias mãos, com um só vencedor: o conforto :)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Miserável humanidade


O vazio que se alastra no âmago das vontades é um veneno sem rosto ou nome.
Um vazio embrionário! Do descartável e pronto a consumir, em que todos lutam por nadas e em que os ideais são tantos que nunca se concretizam.
Mentes cheias de nadas... de preconceitos e de dedos que apontam para longe.
Gente vazia... de desejos fugazes... de vontades voláteis!
Ausências!
 As pessoas vivem ausentes de si... num limbo de modernidade e de livre pensar, em que tudo lhes é oferecido, em que as oportunidades se multiplicam em nome da igualdade e de direitos.
Vivemos na era dos direitos: direito de escolher, de falar, de (des)respeitar, de mandar, de fazer e de desfazer. A era em que tudo se dá e tudo se pode! A era em que todos pensam que pensam sem terem que pensar.
O Vazio das liberdades vazias! Dos valores diluídos!

O que não é conquistado não tem valor! O que não é cultivado não tem conteúdo!

O presente das formas, despidas de tudo! O que nos espera no futuro?

quinta-feira, 8 de março de 2012

Celebrar a diferença

Celebrar a conquista, a emancipação, a luta!
Dia 8 de Março foi instituído como o dia em que se celebra a diferença!

Porque o percurso foi diferente e diferentes são ainda os direitos... importa relembrar o muito que se percorreu  e os caminhos que ainda estão por percorrer.

Muitas são as vozes que dizem que este é um dia discriminatório, que reforça desigualdades e que sublinha ainda mais o fosso que se mantém entre os sexos.
Mas uma celebração não diminui nenhuma causa. Celebrar é enaltecer.

E porquê enaltecer as mulheres e não os homens?
Porque as mulheres iniciaram (e iniciam ainda) o seu percurso pela história da humanidade (e pela história das suas vidas) em desvantagem. Uma desvantagem real, incontornável e cada vez mais agrilhoante.

Uma desvantagem cultural e histórica que ecoou pelos séculos e que se ouve ainda na actualidade... No discurso dos idosos, dos jovens, das mães, dos pais, dos colegas de trabalho, dos amigos, das entidades patronais... um discurso que nasce da própria condição de ser mulher: aparentemente frágil, intelectualmente subjugada, dogmaticamente diminuída.

Religiões que lhe dizem o que deve ser e fazer. Anciãos que lhe incutem a crença na inferioridade.

Mulher!! Ainda programada para obedecer, agradar, cuidar... Mulher!!! Confortavelmente diferente. Porque muitas são as que não tentam formatar estas programações que as diminuem.

Mulher!! Inevitavelmente diferente. Orgulhosamente diferente. Porque ser diferente não é ser menor... é ser único e invulgar. Ser diferente obriga a uma maior consciência de si, das dificuldades, dos desafios e do valor que nos é intrínseco.

8 de Março celebra-se a diferença.  E porque não?