Lembrar…
Meu mundo de cores que já não são!
De jardins que guardo em molduras digitais… para nunca mais!
Minha terra: Húmus entranhado em mim! Castanho de uma paleta que perdi.
Quisera encontrar-te outra vez: sossego da minha inocência… paz
que guardo na retina da lembrança.
Sossego! Igual a ti, só aqui, no tempo em que te perdi!Quando fui menina, e neta e filha… nada mais…
Por entre os verdes das minhas tranças te deixei. Cresci! Fugi… para longe de ti.
Sem saber o que deixava, soltei amarras e rasguei a carne que me prendia por fim.
E agora?
Andar à deriva e por fim descansar!Encontrar um lugar… um céu… um mar!
Um mundo: o meu!
Onde a chuva não magoa e a terra é quente e sangue e suor.
Onde a terra corre em mim. Onde as mãos são raízes e o corpo é montanha.
Um "até nunca mais" a essa vida de bolinhos e biscoitos. Onde a paisagem era, sem dúvida, mais bela. Mas mais pequena, confinada entre barreiras de azul e cinza: rocha fixa no passado.
ResponderExcluirÉ-se feliz à escala. Foi-se gigante mar adentro; é-se gigante porta dentro. Saudade e inevitabilidade. Não voltamos, mas de nunca de lá saímos; porque lá se está, sempre, a voltar.
É-se feliz à escala Maior. Outro céu, com novas constelações para nos guiar, enfim: não andar mais à deriva.
As constelações são agora outras... já não se anda à deriva, mas vai-se derivando por entre nostalgias.
ExcluirAs raízes que vou deixando são muitas e atravessam o mar. Foi bom parar neste nosso céu.