quarta-feira, 11 de abril de 2012

Para nunca mais!



Lembrar…
Meu mundo de cores que já não são!
De jardins que guardo em molduras digitais… para nunca mais!
Minha terra: Húmus entranhado em mim! Castanho de uma paleta que perdi.

Quisera encontrar-te outra vez: sossego da minha inocência… paz que guardo na retina da lembrança.
Sossego! Igual a ti, só aqui, no tempo em que te perdi!
Quando fui menina, e neta e filha… nada mais…


Por entre os verdes das minhas tranças te deixei. Cresci! Fugi… para longe de ti.
Sem saber o que deixava, soltei amarras e rasguei a carne que me prendia por fim.

E agora?
Andar à deriva e por fim descansar!
Encontrar um lugar… um céu… um mar!
Um mundo: o meu!
Onde a chuva não magoa e a terra é quente e sangue e suor.
Onde a terra corre em mim. Onde as mãos são raízes e o corpo é montanha.

Agora procuro… na certeza de que nunca mais te vou encontrar: serenidade da minha infância.
Para nunca mais! Até nunca mais!

2 comentários:

  1. Um "até nunca mais" a essa vida de bolinhos e biscoitos. Onde a paisagem era, sem dúvida, mais bela. Mas mais pequena, confinada entre barreiras de azul e cinza: rocha fixa no passado.

    É-se feliz à escala. Foi-se gigante mar adentro; é-se gigante porta dentro. Saudade e inevitabilidade. Não voltamos, mas de nunca de lá saímos; porque lá se está, sempre, a voltar.

    É-se feliz à escala Maior. Outro céu, com novas constelações para nos guiar, enfim: não andar mais à deriva.

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    1. As constelações são agora outras... já não se anda à deriva, mas vai-se derivando por entre nostalgias.

      As raízes que vou deixando são muitas e atravessam o mar. Foi bom parar neste nosso céu.

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