quinta-feira, 15 de março de 2012

Miserável humanidade


O vazio que se alastra no âmago das vontades é um veneno sem rosto ou nome.
Um vazio embrionário! Do descartável e pronto a consumir, em que todos lutam por nadas e em que os ideais são tantos que nunca se concretizam.
Mentes cheias de nadas... de preconceitos e de dedos que apontam para longe.
Gente vazia... de desejos fugazes... de vontades voláteis!
Ausências!
 As pessoas vivem ausentes de si... num limbo de modernidade e de livre pensar, em que tudo lhes é oferecido, em que as oportunidades se multiplicam em nome da igualdade e de direitos.
Vivemos na era dos direitos: direito de escolher, de falar, de (des)respeitar, de mandar, de fazer e de desfazer. A era em que tudo se dá e tudo se pode! A era em que todos pensam que pensam sem terem que pensar.
O Vazio das liberdades vazias! Dos valores diluídos!

O que não é conquistado não tem valor! O que não é cultivado não tem conteúdo!

O presente das formas, despidas de tudo! O que nos espera no futuro?

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