O vazio que se alastra no âmago das vontades é um veneno sem
rosto ou nome.
Um vazio embrionário! Do descartável e pronto a consumir, em
que todos lutam por nadas e em que os ideais são tantos que nunca se
concretizam.
Mentes cheias de nadas... de preconceitos e de dedos que
apontam para longe.
Gente vazia... de desejos fugazes... de vontades voláteis!
Ausências!
As pessoas vivem
ausentes de si... num limbo de modernidade e de livre pensar, em que tudo lhes
é oferecido, em que as oportunidades se multiplicam em nome da igualdade e de
direitos.
Vivemos na era dos direitos: direito de escolher, de falar,
de (des)respeitar, de mandar, de fazer e de desfazer. A era em que tudo se dá e
tudo se pode! A era em que todos pensam que pensam sem terem que pensar.
O Vazio das liberdades vazias! Dos valores diluídos!
O que não é conquistado não tem valor! O que não é cultivado
não tem conteúdo!
O presente das formas, despidas de tudo! O que nos espera no
futuro?
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