Porque tanto é dito sobre o amor... porque todos somos entendidos no assunto...
Mas de cada vez que eu penso nesta palavra (que penso verdadeiramente nesta palavra) não consigo abarcar a sua totalidade... não consigo entendê-la verdadeiramente.
O Amor só faz sentido se for Total... só é amor se for total.
Se pensarmos nele como uma parcela de algo, ou como uma fase transitória para outra coisa qualquer, então deixa de ser amor, muda de nome e de contornos.
Devia ser proibido banalizar tanto este sentimento... dizer que se tem e se sente sem se ter nem se sentir! devia ser considerado crime público! Prendam-se os prevaricadores que usam e abusam da palavra e que a emprenham de vazios. Alguém tem que lhes dizer que esse "amor" (amor de horas ou dias, amor de condições e com limites) não é total e, como tal, deixa de ser amor!
E assim me perco eu a definir este sentimento identificando aquilo que ele não é... na esperança de que assim fique mais fácil isolá-lo, dar-lhe uma etiqueta e organizá-lo numa dada prateleira do meu pensamento.
Mas uma questão persiste:
...como se arruma a totalidade? - O que atravessa os dias... todos os dias... que se vai passeando pelas horas, preenchendo todas as brechas e dando cor aos momentos?
A totalidade não tem etiquetas... o amor não pode ter etiquetas.
Penso em ti: meu amor total... meu outro lado... contrapeso... emoção... conforto... plenitude...
Penso em ti: avassalador!
Penso em ti sem etiquetas... simplesmente amor... em estado puro (e líquido e sólido e gasoso)...
Penso em ti e estremeço (porque é maior que eu)... penso e sei: para sempre amor... para sempre tua
Mónica
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